Roda de Conversa sobre o câncer de mama debate a importância da prevenção

Atividade foi realizada no Festival da Primavera nesta terça (12) e contou com mediação da vice-prefeita Sandra Conti

O câncer de mama continua sendo a maior causa de morte entre mulheres acima dos 50 anos, mas quando descoberto a tempo, tem altas taxas de cura. A vida de muitas mulheres que passaram por esta experiência se transforma em exemplo de superação. É isso que seis mulheres mostraram nesta terça-feira (12), ao participarem de uma roda de conversa no Espaço Multicultural, durante o Festival da Primavera, na Praça 22 de Janeiro.

O evento foi uma das ações do Outubro Rosa, que visa alertar as mulheres e chamar a atenção para a importância da prevenção.
O bate-papo foi mediado pela vice-prefeita Sandra Conti, que teve três vítimas desse tipo de câncer na família (a mãe, a tia e a irmã).

A assistente administrativa da área de saúde, Kátia Carrião, foi a primeira a contar sua história. “Quando descobri o câncer, foi um tapa na cara. Descobri o câncer em 2019, quando percebi o bico do meu peito com uma casca, e sangrava. No dia seguinte, pedi ao meu médico para fazer todo os exames. Passei por todo o processo, fiquei muito mal, mas hoje estou bem. Tem duas formas de levar a vida, a fácil e a difícil. A prevenção é a forma mais fácil.”

A enfermeira Teresa Cristina Câncio fazia todos os exames de rotina, mas um dia, em 2015, assistindo à novela, ela apalpou a mama e sentiu um caroço. Para sua surpresa, além de descobrir o câncer na mama, Teresa descobriu também que a doença já havia se espalhado para outros órgãos. “Entrei em desespero. Quando comecei a perder os cabelos e sentir a diferença na pele, achei que meu mundo acabava ali. Sou muito vaidosa. Mas contei com muita ajuda de parentes e amigos, e isso foi me dando força. Passei por cirurgia, e aprendi muito com isso. Não deixem de fazer o autoexame, pois ele é determinante.”

A jornalista Vanessa Faro também contou sua experiência no evento. “Perdi minha mãe para o câncer de mama, e quando fez dez anos que ela faleceu, lembrei da data e do motivo e resolvi fazer o autoexame, em outubro de 2020. Para minha surpresa, descobri um nódulo no seio. Liguei para o médico no dia seguinte e assim começou minha luta.” Vanessa conta que no caso da mãe dela, o câncer se manifestou através de uma coceira no bico do peito, e quando ela foi verificar o motivo já era tarde. “Ela não percebeu que poderia ser um câncer.” 

Sobre sua experiência, Vanessa achou que iria morrer ao receber o diagnóstico. “Mas entendi no processo que isso não é uma sentença de morte, como pensamos no começo. Decidi enfrentar a doença de frente e hoje sei que existe vida após o câncer.”

A jornalista ainda lembrou a importância do apoio e incentivo durante o tratamento. “Ficamos fragilizadas, nos sentimos feias, mas quando alguém que a gente gosta diz que estamos bonitas, mesmo passando por tudo isso, nos sentimos mais fortes”, ressaltou Vanessa, que criou no Instagram @patricinhacascagrossa, para relatar suas experiências.

A médica mastologista Fabiana Maia, que faz parte da equipe de mastologia do Hospital Guilherme Álvaro e do corpo clínico da Secretaria de Saúde de São Vicente, reforçou a importância da prevenção. “O outubro é rosa, mas esse assunto tem que ser tratado o ano inteiro. Temos que fazer o autoexame pelo menos uma vez por mês. Após a menstruação é uma boa data, mas quem não menstrua mais deve escolher um dia do mês para fazer isso. Além dos movimentos circulares no seio, fiquem atentas às secreções. E não deixem de fazer a mamografia de rotina, principalmente para quem tem casos na família.” Ela lembrou também que sedentarismo, menopausa precoce e, principalmente, o fator idade são primordiais para iniciarem os processos de prevenção.

A vice-prefeita Sandra Conti, que se comovia a cada depoimento, lembrou da mãe, da tia e da irmã, que faleceu há três meses com a doença. “Trouxemos mulheres que deram exemplos de superação e informações importantes. Foi muito enriquecedora esta experiência. A gente pode sim vencer o câncer de mama, e para isso temos o atendimento disponível e o exame de mamografia. As interessadas devem procurar o CAD.” O Centro de Apoio a Diagnóstico fica na Rua João Ramalho, 442 – Centro.

A vereadora Geovana Albuquerque, também presente na roda de conversa, reafirmou a importância do debate. “O que aconteceu aqui, hoje, foi muito bonito de se ver. A intenção é que a gente consiga replicar isso.”

Também participaram do evento a secretária de Cultura, Elizangela Bafini, e a Secretária de Turismo, Juliana Albuquerque, que elogiaram a iniciativa e reafirmaram a importância da prevenção.

Além da roda de conversa, houve cadastramento de 25 mulheres, entre 50 e 69 anos, que não tiveram a oportunidade de realizar a mamografia esse ano. A captação das mulheres foi realizada pela funcionária do Centro de Apoio e Diagnóstico, Gisele Oliveira, que já realizou os agendamentos dos exames para os dias 14 e 15 de outubro.

Por Rosângela Cristina


Fonte: Prefeitura de São Vicente


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