‘Já passou da hora de trocar o posto Ipiranga’, diz Bozzella sobre Guedes

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Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta quinta-feira, 14, o deputado federal Junior Bozzella (SP), vice-presidente nacional do PSL, fez duras críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e defendeu a saída dele do governo. Ex-aliado de Bolsonaro, Bozzella fará parte do União Brasil, novo partido fruto da fusão entre o PSL e o Democratas (DEM).

“Paulo Guedes virou um teórico, mas não consegue entregar absolutamente nada. Virou um bom palestrante. Já passou da hora de o presidente [Jair Bolsonaro] trocar o ‘posto Ipiranga’ dele”, afirmou Bozzella. “A agenda econômica do Guedes é um absoluto fracasso. Ele sempre fala que o Brasil está decolando e eu estou esperando o Brasil decolar há 36 meses e ele nunca decola.” 

Segundo o parlamentar, “o tempo do Paulo Guedes já passou” e “o governo perdeu a capacidade de reorganizar sua base administrativa e ministerial”. 

Embora tenha defendido a agenda liberal na economia, Bozzella avalia que Guedes não entregou o que se esperava. O deputado espera que o União Brasil consiga construir uma plataforma econômica que ofereça uma alternativa aos brasileiros para além da polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

“Não posso responder pelo partido como um todo. Posso falar das minhas convicções pessoais. Irei trabalhar para que consigamos, dentro desse espectro político, fugir dessa agenda que tem esse comportamento não liberal”, disse Bozzella.

“É decisivo que o União Brasil crie um programa de país para que o seu presidenciável consiga externar para a população brasileira qual é o caminho a ser seguido”, prosseguiu o deputado, citando os nomes do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do apresentador José Luiz Datena como potenciais pré-candidatos ao Palácio do Planalto. 

Bozzella também demonstrou entusiasmo pela possibilidade de atrair o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro para o União Brasil. “Tenho insistido na agenda do Sergio Moro justamente porque há um clamor nacional, um clamor popular. As pessoas estão procurando uma alternativa”, avalia. 

A cara do União Brasil

Na entrevista, Junior Bozzella destacou as convergências entre PSL e DEM como pontos de partida para a construção de um programa comum da nova legenda. “A gente tem a agenda liberal, defendemos a família brasileira e combatemos as velhas práticas. O partido deve ter essa agenda, que foi uma agenda de 2018 e que nós defendemos no decorrer dos nossos mandatos”, disse o deputado. 

“São dois partidos que têm similaridade nas ideias e isso fez com que surgisse o União Brasil. Essa bancada é a fotografia do momento. Há possibilidade de alguns deputados buscarem o seu caminho, o que é legítimo. Mas outros deputados de outras legendas irão procurar o União Brasil”, continuou Bozzella. 

Segundo o vice-presidente nacional do PSL, entre os objetivos da fusão estão “a diminuição e o enxugamento do número de partidos”. “Isso é um impeditivo para que as agendas avancem de forma propositiva. Tendo um ato de grandeza e desprendimento, o PSL resolveu, a partir do momento em que o DEM nos procurou, fazer essa fusão”, afirmou. 


Fonte: Revista Oeste


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