Homem que xingou presidente da Funai em evento é servidor exonerado do órgão

Ricardo Henrique Rao, indigenista que xingou o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, durante um evento da Organização das Nações Unidas (ONU), é servidor exonerado do órgão.

Em entrevista concedida nesta sexta-feira, 22, ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, Xavier qualificou as ofensas de Rao como “lamentáveis” e “bizarras”. “Essa situação foge a qualquer tipo de protocolo diplomático e vai contra qualquer possibilidade de diálogo democrático”, afirmou. “Ficou claro que esse movimento foi previamente preparado.”

No evento, o indigenista acusou Xavier de ser responsável pela morte de Bruno Pereira e Dom Phillips. “Você é um miliciano, bandido”, disse, em direção ao presidente da Funai. “Vai embora, mesmo.”

URGENTE! Marcelo Xavier, presidente miliciano da FUNAI, é expulso de um evento da ONU em Madri! Compartilhem! pic.twitter.com/zf537y5Ohh

— RICARDO RAO (@RICARDORAO7) July 21, 2022

Xavier disse também que Rao faz parte de uma associação indigenista que é financiada por fundações internacionais, como a Open Society, do bilionário George Soros, e e Fundação Ford. “Organizações internacionais estão bancando cartilhas que denigrem a imagem do Brasil no exterior”, afirmou.

O caso Bruno Pereira e Dom Phillips

No início do mês passado, o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas. Alguns dias depois, os corpos dos dois foram encontrados na Floresta Amazônica, depois de um dos suspeitos relatar o local onde havia enterrado os cadáveres.

A Justiça Federal prendeu quatro investigados pelos assassinatos: Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa Oliveira, Jeferson da Silva Lima e Rubens Villar Coelho, o “Colômbia”.

De acordo com as investigações, Bruno teria contrariado o interesse de Colômbia, que tem dupla nacionalidade — brasileira e peruana. Ele usa a venda de animais para lavar dinheiro obtido com o tráfico de drogas no Peru e na Colômbia, que fazem fronteira com a região do Vale do Javari.

Leia mais: “A imprensa quer explorar a morte de Dom e Bruno”, entrevista com Marcelo Xavier publicada na Edição 117 da Revista Oeste

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Fonte: Revista Oeste


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