Polícia identifica zelador que teria usado herbicida que matou cães no RJ

A Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (DPMA) identificou o zelador que pode ter contaminado — sem intenção — um espaço público com o herbicida glifosato ao aplicá-lo no pátio de um condomínio no Rio de Janeiro.

A polícia investiga se o herbicida é a causa da intoxicação de 40 cães nos bairros Barra da Tijuca e Jardim Oceânico; sete cães morreram, segundo os moradores da região.

O laudo que determinará a causa da intoxicação estará pronto em 30 dias. Caso confirmada a responsabilidade do zelador no envenenamento dos cães, ele será indiciado por maus-tratos a animais.

O crime de maus-tratos a cães ou gatos pode resultar em penas de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição de guarda. Se a morte do animal ocorrer, a pena pode aumentar em até um terço.

No entanto, o crime não prevê a modalidade culposa, ou seja, quando ocorre por negligência, imprudência ou imperícia. O delegado Wellington Vieira afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a investigação pode apontar o dolo eventual. “A DPMA está à disposição para receber denúncias e pessoas que desejem orientação”, disse.

Uso do herbicida

Três tutores que procuraram a DPMA na segunda-feira 10, relataram o uso do herbicida para registrar a morte de seus cães. Um quarto registro foi feito online.

O glifosato, descoberto em 1970, é usado para eliminar ervas daninhas. Para jardinagem amadora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza uma diluição de 1%. Em concentrações incorretas, o herbicida pode ser prejudicial à saúde.

Além da agricultura, o produto é autorizado para uso em margens de rodovias e ferrovias, áreas sob redes de transmissão elétrica, pátios industriais, oleodutos e aceiros, conforme a Anvisa.

O produto é vendido por cerca de R$ 40 por litro em lojas e na internet, com rótulo alertando sobre o perigo caso seja “ingerido, inalado ou absorvido pela pele”. A veterinária Jéssica Monteiro, que atendeu dois cães intoxicados, sendo o último na quinta-feira 13, afirmou que o herbicida é muito agressivo para os animais e pode ser letal.

“É um produto com potencial erosivo, então ele leva o paciente a evoluir para úlceras esofágicas, gástricas, vômitos, diarreias com presença de sangue”, relatou à Folha. “Pode ainda afetar a parte neurológica, causar convulsões e choque cardiogênico”.

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Fonte: Revista Oeste


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