Texas proíbe exigência de vacinação contra a Covid-19 em instituições públicas e privadas

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EPA/JIM LO SCALZOGovernador do Texas assinou ordem executiva impondo fim da obrigatoriedade da vacinação

O governador do Texas, Greg Abbott, emitiu uma ordem executiva nesta segunda-feira, 11, proibindo que todos os estabelecimentos privados ou públicos do Estado dos EUA exigissem que funcionários ou consumidores fossem vacinados contra Covid-19 para trabalhar ou receber algum serviço. “A vacina é segura, efetiva e nossa melhor defesa contra o vírus, mas ela deve permanecer sendo voluntária e nunca obrigatória”, afirmou o político em pronunciamento. Segundo estimativas do Centro de Controle de Doenças do país norte-americano, 52% da população do Texas está totalmente imunizada contra a Covid-19. O governador do país chegou a se vacinar em ato público filmado por equipes de TV, mas tem inclinado seu discurso para se declarar contra a obrigatoriedade da imunização e do uso de máscaras nos últimos meses.

Esta não é a primeira lei “em prol da liberdade” levantada pelo governador. No começo do ano, ele derrubou a obrigatoriedade de uso de máscara em todo o Estado e no mês de agosto assinou outra ordem executiva que proibia a obrigação de vacinação para trabalhadores governamentais, até mesmo os que trabalhassem na área da educação. A medida do republicano vai contra o pedido feito pelo presidente democrata Joe Biden, que no último mês solicitou que empresas impusessem exigência vacinal para seus empregados. Em resposta à ordem executiva do governador, a União Regional do Sistema de Saúde do Texas, que anunciou a obrigatoriedade de vacinação para funcionários a partir de novembro, afirmou que analisa a ordem de Abbott. “Nossa decisão de solicitar que toda a equipe esteja completamente vacinada foi uma ideia baseada em dados científicos. Continuamos a acreditar que [a obrigatoriedade] é nossa obrigação ética e moral”, diz trecho da nota. Até o momento, mais de 700 mil pessoas morreram por causa da Covid-19 nos Estados Unidos, 68 mil delas moravam no Texas, Estado que teve mais de 4 milhões de casos registrados.


Fonte: Jovem Pam


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